terça-feira, 30 de novembro de 2010
Diálogos Passados (2009-11-27)
NK
Durante toda a minha vida tive um conceito de amor. Conheci o platónico inicialmente e durante muito tempo confesso fui atraída por esse tipo de amor. Chorava noites e noites por amores platónicos não correspondidos e na minha solidão criava história fantasiosas do homem que me iria amar verdadeiramente.
A primeira vez que me apaixonei ao ponto de dizer amo-te estava eu nos meus 21 anos perdida nos sonhos e ilusões. A verdade é que com ele a minha definição de amor encaixava, claro que houve ajuste, moldes a fazer. Com o tempo e hoje analisando friamente o amor passou a uma enorme e grande amizade com relevos de paixão talvez porque os nossos corpos já se conhecessem tão bem e bastava um olhar para percebermos o que o outro necessitava.
Com o fim dessa relação perdi o meu conceito de amor ou apenas o escondi numa gaveta bem funda para não ter de lidar com ele e com a sua poderosa alegria e/ou a sua fria tristeza que poderia trazer.
Hoje, o meu conceito de amor ainda é o mesmo de quando tinha 21, mais maduro claro, talvez um pouco mais cauteloso, mais desconfiado mas reparo que à minha volta o conceito de amor parece ter mudado. Será que ainda me perco em ilusões?
Amor para mim é dar tudo sem ter de se pedir e receber sem ter obrigatoriamente de dar. É apoio incondicional. É desejo. É partilha. É saber que íamos ao fim do mundo por essa pessoa...
Serei eu, de facto, muito exigente? Demasiado sonhadora? Ou o conceito de amor mudou e eu ainda não o aprendi?
KT
De facto estou a ver a tua concentração….
Nem exigente, nem sonhadora… é o teu conceito…e por isso não mereces rigorosamente menos do que isso... e se para seres feliz (ou por outra teres momentos e instantes mais ou menos longos de plena harmonia) é isso, então menina… sê exigente e sonhadora!!!
Para mim amar é o que disseste e muitas mais pequeninas coisas… (tipo aqueles ditos da caixinha de fósforos… “Amor é …”
Mas é curioso e concordo contigo que a nossa maneira de amar vai mudando, torna-se mais madura, com outras necessidades, mas baseia-se sempre na partilha e no “estar lá “ de forma incondicional… é não é? Desconfiado é que não… da última, bem que caí e foi um tombo valente! E tudo porque me perdi em grandes ilusões como uma adolescente! Acho que a paixão - e o amor em sua parte - nos transportam para consecutivas adolescências! E é tão bom viver nessa adolescência madura!!!
Já me apaixonei algumas vezes… amar a serio? Não sei. Acho que também pelo menos duas! E de uma delas posso até dizer (que o sentimento ainda se mantém! Mas também me enganei e acho (quase tenho a certeza!) que imaginei sentimentos! Esta coisa de se imaginarem sentimentos é estranho, fruto talvez da carência e solidão, não será? Ou de enorme desejo que “desta vez é que é”, “agora vai dar tudo certo, tem tudo para dar certo”…
Sabem que me faz alguma confusão aquele amor não correspondido e que nunca chegou a ser palpável ou real entre duas pessoas, aquele que ficou apenas num dos lados! … Aqueles que conseguem amar à distância (não distância em Km… os que espreitam, e ficam a observar de longe!)…
Eu não conseguiria… poderia gostar, mas se visse que não era correspondido tentar-me-ia afastar e acho que não cresceria ao ponto de amar… porque para mim para chegar a esse ponto é necessário trocas: de palavras, pensamentos, historias, carícias (eventualmente!)… não sei!
O que me parece e assim em jeito de check-mate é que o conceito de amor é muito diferente entre homens e mulheres!
Perdi-me nos meus pensamentos… desculpem!!!
LB
Em tempos, mandei isto que se segue para algumas de vós. Hoje mando para todas. Ficam agora todas em igualdade de circunstancias sobre o que se passa(ou) comigo.
Apaixonei-me uma vez com 17 anos. Apaixonei-me por uns olhos bonitos, por um rapaz atraente.
Casei com ele aos 29 anos.
Divorciei-me dele aos 39 anos.
Para alem dos olhos lindos, tem 1 coração lindo, um interior bonito. É um bom ser humano. Ainda assim, o amor bateu asas e fugiu. O meu por ele. O dele por mim.
Apaixonei-me 2ª vez aos 38 anos. Sem ver cara, olhos, corpo. Apaixonei-me por palavras, diálogos, pensamentos – por aquilo que, no fundo, é a tradução do coração.
Só mais tarde vi o “físico”. E gostei. Não vos sei dizer se tivesse sido ao contrário – 1º a atracção física, depois o encontro de corações, almas, o que fosse… não sei se teria acontecido alguma coisa.
Pensei que era recíproco. Durante algum tempo, tive a certeza disso, que era recíproco.
Agora, ficou só a dor.
Por agora, não tenho definição de amor.
S
A dor passa. Passa mesmo. Isto dito por alguém que não há muito tempo passou pelo mesmo. E se passou a dor, aquela que eu julgava que ficaria para sempre.
Hoje estou feliz. Acabei de redefinir o que é o amor.
Assim de repente, a vida muda.
O teu amor está por aí à espera.
Adoro-vos.
NK
Ai mulheres, de facto cada uma de nós carrega a sua história, as suas dores e alegrias. Quantas vezes sorrimos para o Mundo e o Mundo não nos sorri, quantas vezes disfarçamos o que nos vai no peito...
E é assim, que ao ler os vossos mails me dá uma enorme vontade de chorar e de vos abraçar...
Um beijo enormeeeeeeee!!!!
LX
Opá ... caporrra, pá! O mundo não sorri porque também tem direito à vida e a estar com os azeites, pá!
Disfarçar o que me vai no peito?
Desculpa ... não é possível!!!
Ai eu hoje tou de hormona frenética ... ah pois tou!!! Não sei se foi da chuva ou da inteligência artificial composta ... mas o que é facto é que tou assim a modos que "flexisexy" como diz uma amiga minha .... e o fds tá à porta!!!!!!!!!!
vá toca a sacudir a bunda e abanar as meninges ... a auto comiseração nunca foi boa companhia para ninguém e penas têm as galinhas embora as dos galos ...
E por falar em galos ... apetece-me desancar galos hoje, não é de raiva ... é puro gozo!!
Pois é vê-lo sacudir as penas à porta do galinheiro:
"ó pra mim jeitosa! tou aqui!!! tás-me a ver????"
E a galinha quietinha no choco compenetrada no seu papel de desprezo-ignorância ...
" Olha vês? Olha ... faço pintaínhos muito bonitos!!!"
Tá bem abelha :(
"Olha, agora vou-me embora (offline) Oooops! Olá cá estou eu de novo!"....
Agora vais teclar com a Vénus de Milo que te lixas... Diverte-se a galinha podre de riso...
Escrever? Mas os galos escrevem? Epá ... agora que virei galinha decidi que sou infoexcluída: não vou ao "net pingo doce", não sei ler, não sei teclar ... e sou absolutamente insensível a fotos de bébés e crianças.
E o teatrola continua até que a galinha fecha a porta do galinheiro! E como o galo já levou c'a porta nas fuças 3 vezes esta semana ...
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
Eternos putos.
Ou ... pintos.
P2R
auto-comiseração?
não me parece...
por vezes gostava que por um dia que fosse andassem nos meus sapatos....
sim...porque a mim o que me entristece são as coisas que me aconteceram...o resto foda-se, sei lidar...e não sou nenhuma pata choca...toda a vida trabalhei como uma besta...até para ter um car*** de um alfinete...sempre sustentei a casa e um ex marido...e o meu querido lindo filho...
Sou o apoio dos meus pais e família...
tenho um trabalho que nem me dá tempo para coçar...ontem cheguei a casa quase à meia noite...
NK
P2R, todas nós temos os nossos fantasmas. Cabe-nos a nós e só a nós ultrapassar ou pelo menos aprender a lidar com isso à partida que isso atrapalhe o nosso bem-estar e/ou a saúde mental. Existem dias em que todo esse peso nas costas torna-se demasiado pesado e quase impossível de carregar, são "fantasmas" que temos de lidar. Eu tenho um que ainda me atazana e não sei se um dia o ultrapassarei. Talvez a tua cruz seja nesse sentido maior que a minha porque é assim que a sentes mas eu tenho outra que é tão grande como a tua e tu essa não tens. Por isso amiga, cruzes, fantasmas, falta de auto estima, etc etc, todas temos e sim quando estamos assim, achamo-nos as ultimas e as únicas...porque afinal somos sempre nós que temos de lidar com isso.
LX, essa conversa de galos e pintos já me fez rir. Mas pá eu cá não sou galinha chocadeira, nem gosto de pintos a cantar de galo no meu galinheiro
BXL
Olá a todas,
Chego tarde pelo que vejo, mas sempre a tempo de comentar, espero eu.
Pois bem, acho que fantasmas, dores físicas ou psicológicas, temos todas.
Terão porventura nomes diferentes, aparências diferentes, mas todas nós temos marcas.
Marca do crescimento (estrias), marcas da maternidade (bicos grandes/grossos), marcas do tempo (rugas). Umas são mais visíveis que outras, mas são todas nossas ,e não vejo mal nisso.
Acho que a pior marca é certamente a marca da dor, do desalento e da tristeza. E essa nem com cremes, nem cirurgias ela sai, a não ser que façamos por isso.
O maior encanto de um homem/ mulher não advém da sua beleza exterior. Ajuda mas não vem.
Cuidem das novas auto-estimas, porque ninguém o fará por nós.
Beijos a todas, todas
domingo, 28 de novembro de 2010
Diálogos Passados (2008-11-28)
Ó gaja...fracciona o testamento...que eu estou aqui a morrer de brotoeja...isto é, vai mandando...
Não estás a escrever os Lusíadas II, não???
Não faças nada que não sintas LB. E se não sabes o que sentes faz tudo o que estiver ao teu alcance para que decubras o mais rápido possivel.
A tua vida não é só tua, gaja, tens dois filhos que merecem e precisam de ter uma mãe segura, segura do que quer. E é assim: deixa-te de merdas de energias de coisas à tua volta. As coisas à nossa volta estão carregadas de energias de outras pessoas e muitas merdas que desconhecemos. Mais que nunca: concentra-te em ti, a energia vem do que sentimos.
Faz a meditação balinesa: sorri. Vai sorrindo cada parte do teu corpo até sentir que as tuas entranhas também sorriem e para isso não precisas de mestre; o teu mestre está contigo e em ti: vai-te a ele!
Aproveita o dia. O amanhã, não o sabemos.
LB:
Sim. Carpe diem. Mas o Carpe Diem de hoje não contempla isso. Bem queria, ó queria, mas os planos (leia-se obrigações) não são os que queria. Nem respondi ao sms. Para quê?
LX:
Para quê? Para dizeres que hoje os teus filhos precisam de ti mas o teu coração está algures...que não pode ser hoje. E quem te diz isto é uma gaja que anda há 18 anos aos gritos numa praia, seja verão ou inverno, que aquele bocadinho de mundo tem que lhe bastar. E não quero que te aconteça o mesmo. Responde-lhe. E tou-me a cagar se tou a interferir na tua vida, porque não te desejo um décimo do que tenho passado.
domingo, 21 de novembro de 2010
Vítimas de vítimas
Porque se fosse um acto pensado com pró-actividade, ninguém se atreveria a exercitar a maternidade.
A infância é uma fase traumática, em que seres puros e de luz são conspurcados por outros seres outrora puros e de luz conspurcados por outros seres outrora puros e de luz conspurcados por outros...até chegarmos ao início dos tempos e da história da humanidade.
Na tarefa diária de formar e educar filhos, queremos para eles o melhor. E que esse melhor seja diferente daquilo que para nós foi o pior, quando esse pior foi o melhor que os nossos pais quiseram para nós.
Somos vítimas de vítimas e só sabemos é fazer mais vítimas.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Diálogos Parentais (2010-11-16)
minime: Mamy, quando eu tiver um namorado vou gostar mais dele do que de ti?
eu: não mini, vais gostar duma maneira diferente.
minime: Ufa! É que eu não ia gostar nadinha de gostar mais dum namorado do que de ti... Eu até nem gosto de rapazes...gosto mais de meninas... Quando for grande vou ter 3 filhas muito, mas muito bem comportadas...
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Monólogos de mini
"Ter poucos amigos ou nenhuns é tão prejudicial à saúde como fumar 15 cigarros por dia ou não fazer exercicio físico"
minime (após longo silêncio):
O ano passado nas férias em Bragança fiz uma amiga cega, na piscina. Mas só brinquei com ela uma tarde. Se tivesse brincado mais tempo, talvez ela tivesse deixado de ser cega...
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Novo conteúdo nas lancheiras dos minis
E acho que vou mandar uma carta à Ministra da Educação a propor que substitua o pacotito de leite achocolatado que lhes fornece ao fim de cada jornada diária por 1 garrafita dum bom vinho.
sábado, 16 de outubro de 2010
Diálogos Parentais (2010-10-14)
minigajo: hoje de manhã chorei, porque não queria ir para a escola
eu (já previamente informada): sim? E porquê isso?
minigajo (silêncio)
Durante o jantar, mamy volta à carga:
Então, mas diz-me lá o que se passa na escola... é a professora? São os deveres, o que é?
minigajo: não, não é a professora.
eu: os deveres? são dificeis?
minigajo: não, é tudo fácil
minime (no alto da sua importância de mana mais velha, experiente e conhecedora da matéria): mamy, é o G. É 1 chato do caraças e nos intervalos passa a vida a meter-se com o mini...
eu: é mini? Então, mas conta-me lá o que é que ele faz
minigajo faz resumo alargado dos acontecimentos, com postura de inferior.
eu: minis, metam na cabeça uma coisa: ninguém é melhor que vocês, ouviram? Ninguém! Nem pior. São todos diferentes e únicos, ok? O G não é melhor que tu, mini!
minigajo: é é...
eu: em quê?
minigajo: a lutar
eu: Em quê???? E que lhe adianta ser melhor a lutar? O que vai o G fazer com isso quando for crescido?
minigajo: vai ser lutador de wrestling...
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Diálogos Parentais (2010-09-26)
minime:
Tu queres ser para sempre jovem, mamy?
eu:
era fixe, era, mas não pode ser...
minime:
Isto é engraçado mamy, porque é que quando se é criança quer-se ser adulto e quando já se é adulto quer-se ser criança? Eu gostava de ser adulta, mas acho que se pudesse escolher, era sempre criança.
eu:
e porquê?
minime:
porque, eu crescendo, tu ficas velha. Assim, se eu não crescer tu ficas forever young...
Senta
“Senta-te direita que não consigo pentear-te assim!” “Ai vó! Mas está a magoar!” “Como te pode estar a magoar se ainda mal te toquei?”
Lá fechei os olhos e engoli em seco, todos os dias passava por aquilo, não havia como evitar aquele ritual, avó de escova enorme em punho, não era uma reguada que levava, é certo, mas quando se tem riças teimosas no cabelo até os dedos fazem ferida se se lembram de por lá passar. E ainda dizem que o cabelo não dói. “Direita!” “sim, vó, direita, estou direita.” Eu ali muito pequenina, sumida quase, a achar que se me encolhesse a dor era mais fácil de suportar. Não era. “Pronto, custou assim tanto? Todos os dias a mesma coisa!”. Levantei a cabeça para receber o consolo final, um sorriso e promessa de torradinhas quentes com manteiga a derreter para o pequeno-almoço. “Com leite morninho, vó?” “Sim, leite morninho”. Bebi-o de um trago “Vó, quero furar as orelhas.” “Furar as orelhas pra quê? A tua mãe não deixa.” “Ó vó...não lhe dizemos nada”, “limpa-me esses bigodes de gato”, “ouviste, vó?” “sim, ouvi. Como queres não lhe dizer nada? Andas de brincos e achas que ela não vê?” “Vó, não é isso. Não lhe dizemos nada antes. Dizemos depois”, “estás tolinha” “não estou!”
Vó.
A minha avó. “tens a pele macia, vó”. Eu fechava aos olhos enquanto lhe passava a mão pela cara, parecia mel, um sulco, mel, um sulco, mel... “Vó, és velha?”
Um sorriso a escapar-se. “Sim, meu amor, sou velhota sou.”
“Quando eu crescer não quero ser velha, vó.” “Vais ser velha só depois de seres nova durante muito muito tempo.”
domingo, 26 de setembro de 2010
Diálogos Parentais (2010-09-26)
minime: Eu vou ter 3 filhas: Lia, Lua e Luz. E se o meu marido não concordar, "divoricio-me".
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Diálogos Parentais (2010-09-23)
Quando eras pequenina, o que querias ser quando fosses grande?
eu: jornalista
minigajo: e foste?
eu: não
minime: porquê?
eu: Porque quando entrei para a faculdade, esse curso era em Lisboa e eu tinha começado a namorar com o papi e não queria ficar longe dele. Então, mudei de curso só para poder estudar cá no Porto.
minime: porque é que as pessoas fazem tudo por amor?
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Querer, queria os dois ao mesmo tempo
querer, queria o pai e a mãe ao mesmo tempo.
Porque parece que, para terem um, precisam de abdicar do outro. Quase como se lhes fosse pedido para responder àquela questão antiga como os dinossauros: gostas mais da mamã ou do papá?
Não se pergunta. Ponto. Não há resposta para este absurdo. Ponto.
Abala-me pensar que os meus minis têm pensamentos destes? Que, querer, queriam os dois ao mesmo tempo? Abala-me pois. Mas não me derruba. Não me derruba da firme convicção que, apesar de tudo, de tudo mesmo, eles não seriam mais felizes se todos estivessemos juntos, se isso implicasse que um de nós - os pais - não estivesse feliz.
Pais juntos não é garantia de mais felicidade para filhos.
Posso não estar (ser) feliz. Mas não estaria mais feliz se ainda estivesse no meu casamento. E, assim sendo, também estou certa que os minis não estariam mais felizes do que agora estão.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Há muito. Há tanto tempo...
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Solidão

Depois de ler o post da LB fui-me deitar mas as palavras dela ecoavam ma minha mente como picadas de alfinete. Tive de me levantar e escrever.
A LB refere uma palavra que foi a que me fez escrever este texto: Solidão.
Após me separar, senti uma solidão terrível. Não só pela falta do companheiro mas também porque nunca tive muitos amigos pois sempre fui muito solitária. Solidão essa, que agora já não era tão apetecida e que tinha de sobra.
Passado um tempo após a separação comecei (achava eu) a lidar bem com a solidão e até gostava. Fazia o que queria, há hora que queria, como queria e isso era de facto bom. Mas tornou-se insuficiente porque acima de tudo no final sentia-me SÓ.
A verdade, é que só ultrapassei essa solidão passado um ano e tal após o rompimento. Foi aí que vi que tinha de viver só mas que não tinha de ser infeliz. Decidi que tinha de cuidar mais da minha vida a vários níveis. Passei a sair, sozinha ou acompanhada, a fazer coisas que gosto fora e dentro de casa, a experimentar novos desafios e acima de tudo a cultivar novos amigos e regando os poucos que já tinha. Felizmente, tive muito boas surpresas. O pânico de acabar só e a minha vida ter sido só trabalho foi-se desvanecendo embora esteja sempre presente. As coisas não resultaram de imediato mas lá acabei por ir preenchendo muitos dos espaços em branco que existiam.
Hoje tenho um relacionamento mas sei que a solidão existe sempre, está sempre à espreita e por qualquer maldita razão ela pode novamente ganhar as dimensões que a muito custo a fiz perder.
Porém, a consciência da existência dela fez-me ver e querer algumas coisas de forma diferente, porque não quero acabar na solidão mas se assim for quero saber que vivi a vida.
Não deixei de ter medo dela apenas não quero que ela seja maior do que o meu medo.
E é assim que coexisto com a minha solidão.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Abrandamento
As powers andam muito caladas, pouco participativas.
Umas porque estão a banhos, outros porque estão quase a ir a banhos e têm milhares de urgências para terminar, outra (esta) porque já veiodos banhos e tem trabalho até cima da cabeça pelo menos 6 palmos... Trabalho, trabalho, trabalho. A "desculpa" do abrandamento que estamos a viver.
Algumas de nós vivem um período de calmaria, de felicidade, até, e equilibrio emocional. Outras fingem que o vivem assim também. E fingem tão bem que quase acreditam. Pelo menos, até se encontrarem frente a frente com a sua solidão.
Já muito partilhamos. Já muito foi dito. Talvez agora seja o tempo de pouco dizer.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
O sabor de um beijo
Quanto me pedem para falar do meu casameno e posterior divórcio, tenho alguma dificuldade em relembrar como foi. Quais foram os sonhos que me levaram ao casamento e as desilusões que me conduziram ao divórcio. Na verdade, pensando bem, acho que o problema do meu casamento foi precisamente esse: a ausência de sonho e de sabor. Hoje sei que tudo na vida tem de ser sonhado para que possa ter "sabor". Um amor, para existir, tem de saber a algo. Tem de apelar a algo que transcende a racionalidade ou a explicação óbvia. Tem de ter aquela capacidade única (e por vezes ridícula) de nos fazer andar para a frente mesmo sem saber porquê. Um amor não tem de ter uma justificação socialmente correcta ou indivualmente certa: tem apenas de "ser". Tal como o beijo, plural na sua expressão, mas único no seu paladar.
Monologos Passados (2009-06-17)
letra de uma música que estou a ouvir... daquelas minhas musicas meio estranhas... mas achei que tinha tudo a ver e impulsivamente cá vai
"The past is a memory
the future, an expectacion
neither past nor future actually exists
there is simply eternal now"
É uma grande verdade não é??? Eu acho que sim... e acho que a vou tatuar!! Nas mãos para que possa olhar para ela n vezes ao dia e para que nunca me esqueça!!!
by KT
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Diálogos Recentes (2010-06-17)
Powers, lanço-vos um desafio. O que aprenderam depois do div? Quais foram as lições mais importantes que tiraram?
Começo eu.
Quando um homem diz que está confuso e está com muitos problemas, blá,blá,blá. Não está (mais) interessado mas não quer perder a amizade ou ficar mal no figurino.
Quando sentimos que algo não está bem na relação ou algo nos faz ter uma atitude que nem nós esperavámos, é porque está na hora de levantar ancora e pormo-nos a andar. Quando temos de abdicar de muita coisa na nossa vida em prol de alguém (gajo) então a relação é como se estivesse já terminada.
Tretas como eu não posso viver sem ti, és muito boa amiga, estás sempre aí para mim (quando nem há reciprocidade) é bazar, manda-los dar uma volta ao bilhar russo.
Palavras leva-as o vento, acções precisam-se.
Não sofrer por antecipação, já conhecer o filme só pelo começo, e saber o final e os extras do filme.
É não ter receio de estar sozinha, é gostar de estar sozinha muitas vezes.
Dar valor quando se vê um casal a discutir e a desrespeitar-se e pensar: uiii que não tenho nada destas chatices para aturar.
É saber que não queremos algo que nos satisfaz (tem de ser bom, excelente), mesmo que satisfaça mais ou menos. Não, não chega, não basta.
E muitas mais, mas para já chega :)
LX
Que ter filhos é a melhor coisa do mundo.
Que viver de coração aberto vale a pena. E ainda há-de valer mais.
Que o mundo não vai acabar amanhã...
Que hoje só é hoje até logo à meia noite...e o que não fizer hoje...terei de fazer amanhã ou poderei nunca mais ter hipótese de voltar a fazer.
Que a Lei de Lavoisier não se aplica às relações humanas. Quando um laço afectivo se rompe efectivamente algo se perde.
Que a esperança é imprescindivel mas só em doses controladas...porque é efectivamente uma faca de dois gumes.
Que é possivel ser desejada.
Que os homens são de três espécies: os que procuram uma mãe, os que andam perdidos deles mesmos e os que me perderam. Falam duma quarta espécie mas estou como S. Tomé...
NK
Há uma montanha de coisas que ganhamos e outra montanha que perdemos.
Exemplificar tudo seria moroso e acho que passa muito por algumas coisas que disseram.
O que guardo de bom no final é que de facto não é o fim do mundo, e às vezes até é, de facto, o melhor para nós. Para mim, foi.
O que guardo de mau é ainda não ter ultrapassado a falta de confiança que tenho no sexo oposto. Basta algum sinal que possa ser parecido com outros idos e a minha cabeça começa logo a apitar e fico logo nervosa e a mandar chispas como modo de protecção mas que recai muitas vezes sobre a pessoa errada. E no fim sinto-me culpada. E triste. Sinto que ainda tenho muito para dar mas um enorme medo de me magoar novamente.
E às vezes tenho um pavor enorme de me sentir feliz, porque a verdade é que me tenho sentido feliz. Mas ainda outro dia comecei a chorar porque estava assustada por estar feliz porque penso logo que a felicidade vai acabar. Enfim...cabeça complicada :) Ah! Uma coisa que aprendi e isso NUNCA mais farei é manter pançudos.
BXL
Pois eu concordo com muitoque a P2R disse e com o que a NK disse também. Acho que a aprendizagem maior foi sem dúvida alguma aprender a viver e a estar sozinha comigo mesma. Essa foi a minha maior aprendizagem. Foi ter acreditado em mim em 1º lugar e depois nos outros. Foi aprender a não sofrer por antecipação, também algo, nesse campo ainda falta um pouco.
Foi ter aprendido a partilhar, a dividir. Foi ter pegado em mim com as duas mãos e atirar-me ao precípicio sem medos. Foi ter conhecido gente nova, ter aprendido a partilhar. Aprendi a colocar-me no lugar do outro. Saí da minha concha. Foi ter tomado consciência das coisas boas da vida e aprender a deixar as que partiram.
Foi ter aprendido a abdicar de muito por causa de outra pessoa e ter aprendido que o caminho do amor não é o caminho mais fácil, mas é o mais certeiro. Foi, no entanto, não ter aprendido a aceitar a felicidade com naturalidade, tal como diz a NK, e isso é terrivel. Denota uma grande insegurança e algum medo.
KT
Já disseram tanto... Aprendi que de fraquezas faço forças... que quando achava que não dava mais, afinal não era assim... que de facto há muito mais depois do fim... que ninguém morre de amor ou desilusão... Que as marcas são grandes e para sempre... No fundo, lições não sei se tirei alguma... reforçou a minha ideia que infelizmente já tinha "atingido" há que viver o dia a dia com intensidade, apreciar as pequenas coisas...há que viver e amar com todo o nosso ser... não sabemos o amanhã...
LB
Eu aprendi algo muito mais terreno e prático: que divorciar é caro de caraças...gastei uma pipa de massa porra!
terça-feira, 15 de junho de 2010
Pequeno recado...
K
domingo, 13 de junho de 2010
Diálogos Parentais (12-06-2010)
minime: se tu tivesses morrido, mamy, continuarias a ser a minha mãe favorita: eu via-te sempre lá no alto.
5 minutos depois:
minime: sabes quem é o meu amor? És tu. Serei lésmica? (cara de gozo, não pela palavra mal escrita, mas pelo significado)
*manta???? Em pleno Junho????? WTF?????
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Hoje foi assim
Foi assim, desde que chegamos a casa. Só os deixei o tempo necessário para preparar o jantar. E, ainda assim, de quando em quando, lá tinha que pousar os artefactos para dar um abraço pedido, um beijo exigido.
Repetimos vezes sem conta o nosso ritual diário:
eu: já te disse que gosto de ti?
minigajo: sorriso aberto, de orelha a orelha, sorriso de olhos
eu: já te disse que gosto de ti?
minime: já, mas eu gosto de ouvir.
E numa dessas interrupções:
minime: sabes do que tenho mais saudades, mamy? De quando o papi fazia o jantar e tu ficavas lá no sofá connosco, nos mimos... E aquilo era tão certinho, parecia combinado: o papi chamava exactamente quando os patinhos acabavam de cantar. Tenho saudades disso...
Por acaso, também tenho saudades... de não ter que fazer o jantar...
quarta-feira, 9 de junho de 2010
A parte solitária do caminho
Aquilo que acho que não esperavam que escrevesse... muito menos uma power... ;)
Já nem sei se é um peso, se é um contrabalanço… está lá sempre presente… quando vejo, leio ou observo os outros.
Não vejo cinzento ou cores… não tenho grande tempo para isso… Bem, sinceramante?? Acho q no fundo nem vejo ou reparo.
Evito olhar e reler o passado… mas às vezes a tentação lá espreita... mas tenho resistido. São feridas que não vale a pena abrir… So me fazem ver que fui inocente e “nada eu”… No fundo, aquilo que agora me ocorre, é que mendigava amor… e que ter aquilo, era o "menos mau"… e isso é tão humilhante.
Mendigar amor, contentar-me com algo que não me fazia feliz, por ser preferível a nada ter… [terá sido isto, de facto, que aconteceu??]
Esta humilhação envolve a amargura e a raiva… e mantém isto tudo contido…
Mas e quando eu parar… quando acabar o stress…
Custa-me escrever… verbalizar… sabeis disso... ou pelo menos algumas dee vós sabe...
Sei, sabem que é tudo imagem… é tudo uma personagem. Eu sei isso…
Tenho saudades de um “gosto de ti!” sem ter no fim “Mãe”
Tenho saudades de um amo-te… de um “Beija-me e diz que me amas!”…
KT
terça-feira, 8 de junho de 2010
Dialogos Passados (08-06-09)
KT: Acho que já interpretaste e analisaste...e também já disseste porque te sentes mal! Estás insegura, a passar alturas de mudanças profundas e precisas de algo, de alguém que também não está bem...e a indiferença é um sentimento muito mau(...) mas, uma coisa é certa, a força de dar a volta está apenas em ti...e isso não te esqueças nunca.(...)
LX: (...) e é normal que não te sintas bem: estás carente e sentes-te em baixo por isso. A pessoa de quem gostas não está bem e sentes-te em baixo. E a pessoa de quem gostas está à deriva e longe de ti...e já vão 3 razões. so far...so good, minha irmã. Por enquanto...do not fear. Mas com muita, muita, muita calma...com esperança mas sem expectativas. É que, repara...ele não está a fazer de ti um porto de abrigo/uma bóia de salvação para a dor dele...e isso é importante. A nossa dor resolvemo-la sozinhos. No dia em que te sentires um porto de abrigo ou que eleseja um porto de abrigo é tempo de...dar espaço. (...) O truque é este: "o outro não pode ser 1 bóia de salvação na tempestade dos afectos..." Tem de ser..."eu gosto apesar de" e não " eu gosto se" ou eu gosto porque". Não vem para nós para suprir uma carência e sim porque...faz parte de nós. E só quando essa carência se resolve dentro de nós...deixamos de a procurar na pessoa. E olhamos para ela pelo que é e não pelo que precisamos que ela seja. É por isso que funciona a prazo. Quando assim não é...mais vale dar tempo e espaço. Arrumar a casa e as ideias. E de cabeça arrumada então conhecer o outro de quem se gosta...não é abdicar. É adiar para não perder. (...) Não faço ideia de quantas relações pós divórcio acabam por este motivo mas sei que são muitas, a maior parte. Mas também sei... porque os conheço...que nem todos os casos têm de ser assim e que para isso tem de haver constante diálogo, sinceridade, franqueza...e porque não dizê-lo honestidade dos afectos.
domingo, 6 de junho de 2010
Desafio Power
Desafio Lançado!
Eu já alinhei
A MJ também
Quem mais alinha?
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Passou um ano...
Os (in)felizes contemplados: os meus pais. Enquanto assistiamos ao treino de futebol do mini (para o qual os convidei a assistir, quais carneiros enganados para o abate).
Foi um momento díficil e duro. Mais dificil do que, no ano anterior, a comunicação da minha intenção ao então meu marido. Mas menos dificil do que a que tive que fazer, dias depois aos minis. E ainda menos dificil do que tomar a decisão em si.
Concluo:
o mais dificil de tudo é tomar a decisão. Comunicá-la é dificil, tem diferentes graus de dificuldade e dor associados, em função dos destinatários da comunicação, mas a decisão... a decisão é o pior de tudo. E antes da decisão é a preparação mental para a tomar. E antes da preparação mental é a confusão, sofrimento, apatia, desgaste em que se vive, sabendo que não se está bem, não tendo coragem de pôr o dedo na ferida, desabafar em quilos de papel, fazer a viagem e dobragem do cabo das tormentas, sozinha.
Mas é assim mesmo. Chegamos à vida sozinhos, seja dum puxo dado, arrancados a ferros, à ventosa, retirados à mão dum ventre aberto, a chegada é sozinhos. A partida também o será.
As decisões, essas, são também sozinhos que se tomam.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Monólogos passados. (06.10.2009)
Porque há coisas na vida que eu não me posso dar ao luxo de perder. E é preferível não ter. Um dia quem sabe?
Os dias não do pós-divórcio.
sábado, 22 de maio de 2010
danos colaterais?
sexta-feira, 21 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Monólogos Passados (20-05-09)
Ninguém ensina nada a ninguém... as pessoas é que aprendem, se quiserem ou puderem, acrescento eu: mas na verdade eu tenho aprendido muito com as pessoas que cruzam/cruzaram a minha vida. Bem hajam.
Ser feliz é um caminho não uma meta. É andar de coração aberto (entra muita bordoada que nos ensina a avaliar o que temos de bom e nos faz crescer sai muita dor e muita mágoa) pois esta é a unica maneira de garantir que estamos à altura do desafio.
É saber dar graças por se estar vivo.
É aceitar ser-se virado do avesso sem pré-aviso pelo simples facto de se acreditar, de se ter fé porque se aceita que o amanhã será sempre melhor. Ainda que amanhã seja daqui a uns tempos...
domingo, 16 de maio de 2010
Só chega quando temos dezasseis anos e a vida e os sonhos todos pela frente. quando somos meninas e acreditamos que não precisamos de mais nada para viver. Quando somos um livro limpo cheio de páginas em branco para escrever.
Mas a vida que é dura e desconfortável, encarrega-se de mostrar isso. Que não chega.
Não chega porque já vivemos demais para saber que precisamos de muito mais para além de amor para viver.
O amor pelos filhos é incondicional, mas esse amor não nos torma melhores mães. Tornanos simplesmente mães. Por isso são a nossa prioridade e a nossa responsabilidade.
Por isso se encontram no topo da piramide e nós em segundo, muitas vezes em terceiro lugar.
Por isso só nos permitimos fazer algo por nós, quando cumpridas as responsabilidades e respeitadas as prioridades relativas aos nossos filhos.
Não, o amor só não chega.
sábado, 15 de maio de 2010
Não chega
No meu percurso de vida pesa-me a consciência de um querer, um querer muito muito muito: ser mãe. E depois descobrir que não basta querer; é preciso saber. Mais: não há segunda oportunidade, não há delete, não há start over again.
Os meus filhos são a minha responsabilidade, o topo das minhas prioridades. Só não quero que sejam o meu sacrificio. Não me dou bem com sacrificios.
Amo os meus filhos. O unico amor eterno que conheço. Mas o amor não chega.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Dialogos Parentais (12-05-2010)
mini: mamy, gostas de algum rapaz lá do teu trabalho?
eu, em pensamento - ora bem, parece-me uma adaptação da minha clássica pergunta: "mini, gostas de algum rapaz lá da escola?")
eu: não mini, não gosto de nenhum rapaz do trabalho
mini: e tens namorado?
eu,em pensamento - mau... o que é que vem por aí...
eu: não mini, não tenho namorado
mini: quando tiveres vou ter dois pais
eu, em pensamento - mau, mau, isto não é uma pergunta; é uma afirmação...
eu: claro que não mini. Tu já tens pai e só tens um e só vais ter um. Sempre.
mini: quando tiveres namorado, ele não vem viver cá para casa
eu, em pensamento - como????
eu: não? porquê?
mini: porque já somos muitos cá.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Abdicar de um afecto ...
segunda-feira, 26 de abril de 2010
O egoismo dos homens
sexta-feira, 23 de abril de 2010
O dificil equilibrio entre cultivar a auto-estima e desenvolver monstros egocentricos
Como saber qual o limite em puxar pela auto-estima das nossas crias, faze-los confiar nas suas habilidades, acreditar nas suas capacidades, para que não se caia no extremo de desenvolver um super ego, a ideia de si próprios como os maiores e os melhores?
Elogio as minhas crianças sempre que fazem algo bem. Repreendo-os sempre que erram.
Relativizo os seus feitos e proezas, ignoro falhas menores(e serão, menores?).
Ando às cegas no papel de mãe. Não li guião, não recebi manual de instruções, não fiz formação patrocinada pela CE, financiada pelo POPH ou pelo diabo a quatro.
Desempenho este papel na base da tentativa e do erro. Sem saber se a tentativa foi a acertada, apavorada pelas sequelas do erro.
Sou mãe e não sei se o sei ser. E esta dúvida apavora-me.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Para os pais das nossas crianças!
Sigmund Freud
Bom dia do Pai
terça-feira, 9 de março de 2010
Diálogos passados (09-03-09)
LX:
"Bom dia meninas... Pois sábado à tarde a minha praia estava repleta de gente...fiquei 5 minutos, se tanto... De resto... cá vamos com a cabeça entre as orelhas, qual burro teclante...jinho gd."
LB:
"hum...que se passa? Isto não é a minha LX... Precisas de mim (mimo)?
LX:
"Oh meu amor... o que eu me lembrei de ti este fim de semana... estive em baixelas... deitada na cama... a dormir mal e a precisar de deixar a minha dor sair cá para fora. Estou melhor. Hoje sei que não estou paranóica e não ando a ver coisas. Foi-mo confirmado por uma amiga: " vocês são viciados um no outro e para o vício só há uma solução: cortar. Vocês provocam-se mutuamente e não vão a lado nenhum. Tu sofres e ele... não sabemos. Se estivesse interessado já te tinha aparecido. O homens não pensam com a cabeça de cima quando estão on".
As coisas são mesmo assimE eu tenho de seguir com a minha vida que será o que tiver de ser quando tiver que ser. E quando o tempo chegar eu estarei à altura. Mas acho que é natural que às vezes eu retroceda. Afinal não tenho um botão on/off no lugar das cavidades cardiacas... hehehehe. E tu? Como vais?"
LB:
"Indo, princesa, indo. A cada dia que passa dói menos um bocadinho a rejeição. Vai até que deixa de doer. É só uma paixão; não é o amor da minha vida nem coisa que o valha! Tenho tantas coisas mais importantes e mais valiosas na minha vida; tenho-te a ti, tenho os meus filhos, tenho tanta coisa boa pela qual estou grata! Fica bem. Eu estou aqui."
LX:
"É isso mesmo... é isso mesmo... o amor da minha vida digo-te quem foi... quando estiver às portas da morgue :) é mais seguro assim... tenho vontade de te contar a ultima do gajo mas quanto mais cartão lhe passo pior é para mim... não lhe posso dar espaço nem tempo de antena. O gajo não f* nem sai de cima. E eu dispenso."
O que mudou?
Nada
Tudo
domingo, 7 de março de 2010
Dialogos Parentais (07-03-10)
minime: Sabes mamy, mais vale uma boa amizade do que um mau amor.
eu (cara de espanto)
minime: ainda bem que tu e o papi têm uma boa amizade...
sábado, 6 de março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
Dialogos Parentais (03-03-10)
minime: as crianças podem tomar aquilo?
eu: não, mini, apenas os adultos.
minime: que pena... Porque não compras para ti?
eu:...silêncio e ...olhar ameaçador
minime: pois, já vi que fiz a pergunta errada...ups...
A teoria do eterno retorno
O eterno retorno.
Penso nisso enquanto recordo o que já vibrei com o M. O sofrimento que se seguiu à vibração. Depois, o fim de tudo. A seguir, a repetição de emoções.
Os protagonistas mudam. As emoções repetem-se. A teoria do eterno retorno?
Valente merda.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Monólogos Recentes (16.02.2010)
Pois a mudança não me assusta nada.
Afinal foi para ter uma vida melhor que eu mudei e ... até agora só me tenho dado bem e esforço-me ferreamente para que este estado de coisas e espírito não se altere. É que eu sou daquelas que começava as coisas e acabar era-me muito difícil. Não sempre mas com alguma frequência.
Mas agora ... criei uma oportunidade nova, novinha em folha, de recomeçar tudo de novo ... fresh ... e estou agarrada a ela com unhas e dentes.
E o que eu mudei por dentro salta cá para fora agora com muiiiiiita facilidade.
É bom.
Todos gostam de me ver e ficam estupefactos qd me vêem (tenho de vos contar o episódio do antigo gestor de conta do meu pai ... giro k se farta e acha-me um piadão, uiuiuiiiii, o homem tava parvinho e de queixo caído a ver-me na frutaria da praça no sábado de manhã - casado - adiante!)
E isto dá uma pica para tudo o resto, que nem vos conto, Gajo à parte.
Ora vamos lá a bater os calcanharzinhos e arregaçar as manguinhas.
Quem já passou pelo mar de dor que nós passámos ... aprendeu a nadar todas as marés ... e já não é desta que nos afogamos.
Exemplifico:
Quando dizemos "tenho esta dor na alma" ... temos na verdade a nossa alma na dor. O que é diferente. Completamente diferente. Porque da dor já nós sabemos. Já sobrevivemos a ela e escolhemos um caminho diferente portanto não faz sentido continuar com a "alma na dor" para isso tínhamos ficado queitinhas, certo?. E só temos que preserverar nesse caminho novo. Tudo o resto vem por acréscimo. E vem ou virá no sentido desse caminho, dessa nossa escolha. Porque conflui. E se não vem ou não conflui ... por muito que a nossa alma se recuse a aceitá-lo agora ... brevemente seremos levadas a concluir que ... efectivamente não faz parte daquilo que escolhemos para o nosso caminho e ... portanto não cabe. Não tem espaço.
Isto pode parecer balela ou eu não sei dizer melhor mas ... é mesmo assim.
Juro que é.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
"Caíu-me o mundo."

E quando nos cai o mundo ... isso pode ser muito bom.
Ainda que saibamos que não é para já ... mas sabemos que, de uma forma ou de outra, não poderá deixar de ser.
"Agora, caíu-me o mundo." - disse-me ele quando soube que eu estava divorciada há 3 horas.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Diálogos Parentais (12-02-10)
Porque é que o Porto só tem pobres e malucos?
Pois...
Eu também vi, soleira sim, soleira não um pedinte, um homem estátua, um transeunte a falar sozinho...
Ouvimos isto:
"e Deus disse: queres comer esta maçã? queres comer esta maçã?"
minime:
mãe, ele não tem maçã nenhuma e não está a falar com ninguém.Porque está a contar a história da branca de neve?
Pois...
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
dialogos parentais (09-02-10)
eu: come ananás, minime, que está delicioso.
minime: hum... acho que não... não ligo a ananás (e acrescenta, com cara de gozo) também, o ananás não tem telefone...
(pois, pois, já revela via humoristica a petiz...)
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Diálogos parentais (07-02-10)
minime: a comida do pai é muiiiiito melhor que a tua. Mas a tua sopa é muiiiiiiito melhor que a do pai...
minigajo: eu acho todas boas, a da mãe e do pai...
(engraxa-me que eu deixo...)
domingo, 31 de janeiro de 2010
Monólogos passados (02-06-2009)
Confesso que o arranque foi complicado mas depois tudo foi fluindo.
Senti a tentação de não falar, de deixar para outra altura. Mas, que outra altura? Nah, o que tem que ser, tem que ser.
Foi duro ver a tristeza deles. Foi duro ver a incompreensão deles. Do tipo: mas, se vocês se dão bem, se são amigos, então, porquê? Porquê? E eu (obrigada KT) retaliava: pois, amigos, mãe, disseste bem, amigos. E até ficariamos assim, sim senhora, se tivessemos 70 anos. Mas não temos. Somos muito novos. Gostamos um do outro como amigos. Mas não como homem e mulher.
E a minha mãe (o meu pai nunca falou, só lhe via o queixinho a tremer) só dizia: mas, se se dão bem... não compreendo, não compreendo.
E diz-me assim logo na abertura, depois, pais eu tenho eu tenho coisa a falar-vos: eu e o M. estamos a separar-nos; estamos não, já estamos, vamos é agora formalizar a coisa. E daí fui abrindo o leque. A minha mãe diz: da tua irmã ou do teu irmão, eu até contaria uma coisas destas, agora de vós...E o M que é tão boa pessoa. Pois é, mãe, pois é, eu sei que é e espero que o continuem a tratar com todo o respeito que ele merece. A nossa prioridade são os pequenos, queremos fazer tudo para evitar o sofrimento deles. E, por isso, peço-lhes que sejam discretos sobre este assunto: às vezes, uma palavra mal dita no contexto errado pode fazer danos muito graves. Se tiverem perguntas ou comentários, ou o que for, façam comigo, sempre comigo. Eu aguento tudo. Os meus filhos, não. Quero poupá-los e preserva-los o melhor que puder. Peço-lhes que continuem como até aqui, nem mais nem menos. Nada mudou: esta é a minha realidade há já quase um ano. A diferença é que agora vocês sabem. É isto. É o que é. E no final da conversa, a minha mãe diz: filha, nem vale a pena tentar fazer nada; já têm tudo tão resolvido e decidido, vejo-te tão decidida, que nem sequer vale a pena tentar fazer nada... Eu disse: mãe, continuem só a ser o que sempre foram. Só peço isso.
E demos um abraço. Eles foram para casa deles. Eu fui para a minha.
E só agora me estou a permitir chorar.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Porque há músicas que nos dizem tanto...
I was flicking through the channels on the TV
On a Sunday in Milwaukee in the rain
Trying to piece together conversations
Trying to find out where to lay the blame
But when it comes right down to it there's no use trying to pretend
For when it gets right down to it there's no one here that's left to blame
Blame it on me, you can blame it on me
We're just sugar mice in the rain
I heard Sinatra calling me through the floorboards
Where you pay a quarter for a partnership in rhyme
To the jukebox crying in the corner
While the waitress is counting out the time
For when it comes right down to it there's no use trying to pretend
For when it gets right down to it there's no one really left to blame
Blame it on me, you can blame it on me
We're just sugar mice in the rain
'Cos I know what I feel, know what I want I know what I am
Daddy took a raincheck
' Cos I know what I want, know what I feel I know what I need
Daddy took a raincheck, your daddy took a raincheck
Ain't no one in here that's left to blame but me
Blame it on me, blame it on me
Well the toughest thing that I ever did was talk to the kids on the phone
When I heard them asking questions I knew that you were all alone
Can't you understand that the government left me out of work
I just couldn't stand the looks on their faces saying, "What a jerk"
So if you want my address it's number one at the end of the bar
Where I sit with the broken angels clutching at straws and nursing our scars
Blame it on me, blame it on me,
Sugar mice in the rain, your daddy took a raincheck
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Amor de mãe
Achei, então, que aquele amor que brotou das minhas entranhas era o "tal", o único amor incondicional. Não há espaço e lugar para mais.
Foi quando decidi que filhos, nem mais um. Porque aquele amor absorveu todo o meu stock. Não era possivel mais objectos de amor. Aquele amor é tudo. Preenche tudo.
Depois veio outro filho. E, afinal, havia lugar para mais: este amor é elástico. E incondicional. Exactamente assim.
Foi quando fui mãe pela 1ª vez que percebi o amor da minha mãe. E foi também quando fui mãe que percebi que nunca, mas nunca vou ser amada como amo. Porque sou filha também. E não amo a minha mãe como amo os meus filhos.
.......
Uma Nova Tela

O divórcio é algo que nunca deixará de viver dentro de cada uma de nós como um episódio marcante, ver mesmo traumatizante no sentido de uma ferida bem profunda que nunca desaparece totalmente.
É comum dizer-se que o divórcio é a segunda maior dor depois da morte de um ente próximo: eu direi mesmo que será a 1ª, pois é um acontecimento vivido na 1ª pessoa, que nunca chega a sair de nós.
Não é uma realidade que se consiga entender, na sua real dimensão, de fora para dentro mas é sem dúvida uma dor que é preciso curar de dentro para fora.
É um sentimento de derrota profunda que reaparece, sem aviso prévio, aqui e ali.
Mesmo assim, e depois de muita dor, de muito sofrimento, de muita culpabilização (porquê eu?, o que é que eu fiz de errado?), chega o dia em que é preciso encarar a vida como uma tela limpa, sem marcas, sem manchas, sem nódoas: branca.
É preciso chegar àquele dia em que as questões deixam de fazer sentido, em que as dúvidas deixam de estar tão (omni)presentes.
É preciso chegar àquele ponto de viragem em nos damos uma segunda oportunidade, como se nada de mau nos tivesse acontecido.
Esse dia acaba sempre por chegar, com o tempo a passar, com a maturidade e com a (inevitável) relativização dos factos.
Chega aquele dia de inspiração (divina) em que ousamos finalmente fechar os olhos sem medos. Aquele dia em que somos capazes de imaginar, sentir e viver um novo amor.
Um amor porventura imperfeito (como todos são), mas feito de cores vivas, imune aos flashbacks. Chega aquele dia em que nos sentimos irremediavelmente livres das lembranças do divórcio e em que tudo, mas tudo, volta a fazer sentido.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
A vida a dois e a corrosão
O que acontece depois do "e foram felizes para sempre" nas histórias de encantar?
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Truques power
Resulta!
Balanço? Esta mania dos balanços… A nível profissional bom. Muito bom! Um desafio em varias vertentes: de lidar com pessoas, uma empresa nova, um trabalho diferente cheio de nuances e novas matérias. Sim a nível profissional a mudança foi boa!
Do resto o desafio está a ser custoso: a nível pessoal às vezes acho que estou a marinar… espero que não marine demais senão em vez de apurar ainda estraga… mas enfim. Não depende apenas de mim, e do que depende, não está nada fácil…
A nível familiar… depois de um bom arranque agora isto não está lá grande coisa! A minicriatura está a ficar muito difícil… não gosta da cidade, não gosta da escola e está sempre e pedir-me para voltar! Diz que tem saudades da casa ... … quer voltar… está dura… agressiva…
Arrepender?? Nah.... Isso não, não me arrependo… mas tem sido difícil e custoso! Isso tem! Pondero voltar? Sim… sim.. pondero! Muito!
Talvez isto justifique o meu silêncio… !
De qualquer forma estamos saudáveis, com tecto e comida e dinheiro no bolso e agradeço todos os dias por isso…
KT
domingo, 24 de janeiro de 2010
Powers reunidas!
A outra metade tamém esteve. Sempre. Fizemos o tal brinde, KT. E mais do que um. Muitos brindes. A ti, a nós, aos nossos. Agradecemos o que temos. E o que temos é muito.
Saibamos nós mante-lo.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Publicado por MJ
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Una Palavra
(Carlos Varela)
Una palabra no dice nada
Y al mismo tiempo lo esconde todo
Igual que el viento que esconde el agua
Como las flores que esconde el lodo.
Una mirada no dice nada
Y al mismo tiempo lo dice todo
Como la lluvia sobre tu cara
O el viejo mapa de algún tesoro.
Una verdad no dice nada
Y al mismo tiempo lo esconde todo
Como una hoguera que no se apaga
Como una piedra que nace polvo.
Si un día me faltas no seré nada
Y al mismo tiempo lo seré todo
Porque en tus ojos están mis alas
Y está la orilla donde me ahogo,
Porque en tus ojos están mis alas
Y está la orilla donde me ahogo.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Dialogos parentais (2010-01-13)
minigajo: para onde vai o velhinho mãe?
eu: para um lar de 3ª idade. Bateu naquele senhor e agora vai ter que ir para um lar.
minigajo: um lar? como a avó A.? E que foi que ela fez de mal?
(sem comentários)
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Diálogos Parentais (2010-01-10)
eu: o quê?
mini: que só te podes casar com outro homem se o pai morrer e se a mulher desse homem também morrer...
Que raio se responde porra? Tenho que salvar esta miúda da deformação da catequese. Alguém me ajuda?
domingo, 10 de janeiro de 2010
Diálogos passados (2009-01-09)

Só e só porque faz hoje um ano e nevava aqui! Hoje, não neva, mas está um frio do caraças...
LB:
Está a nevar aqui em XXXXXXX!
Floquitos pequenitos, mas está a nevar!!!!!!!!!!!!!
LX:
Pede um desejo!
E acredita em ti.
LB:
Já pedi. E não tem nada a haver com assuntos do coração.
LX:
Fazes bem. Era exactamente o que eu faria se nevasse aqui. Que seria dos que eu amo se eu não me tivesse a mim?
LB:
Continua a nevar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Cada vez mais intenso! Está tudo a ficar branquinho! Lindo, lindo, lindo!
LX:
ai quem me dera estar aí pá!
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
A partilha dos filhos no divórcio
Nunca vi/li/assisti a uma discussão pelo direito à privação dos filhos; pelo direito ao exercício do egoísmo. Pelo direito (mais que legitimo) pelo tempo individual, pessoal, egocêntrico, exclusivo, dedicado a si mesmo(a).
Só eu e o pai dos meus filhos. Não uma discussão, no sentido negativo de discussão; antes uma conversa, uma definição, uma divisão equitativa de tempos. Mas a tónica colocada na divisão equitativa para o exercício do egocentrismo e não do da partilha do tempo com os filhos.
E, aos meus olhos, parece-me a tónica acertada.
sábado, 2 de janeiro de 2010
A combinação perfeita

O problema da falência das relações não se prende tanto com o sentimento que se sente no momento em que se jura "amor eterno", mas com o sentimento sempre renovado e alterado pela soma dos momentos que se seguem ao momento 0. O dia do casamento é na verdade como que o ponto 0 de uma relação cujo objectivo é alcançar uma média emocional que possa compensar os percalços de uma relação.
A sustentabilidade de uma relação no longo prazo manifesta-se na capacidade em gerir positivamente "os momentos" ditos mortíferos de uma relação, momentos estes que,regra geral, remetem para a individualidade de cada um e suas respectivas ambições.
Uma relação em equilíbrio assenta sempre no equilíbrio entre as partes, ou seja, no equilíbrio entre as ambições de cada um.
Uma relação é a combinação (im)perfeita de duas idiossincracias que se tocam, que se cruzam e que,a um dado momento, num acto de amor, decidem fundir-se numa só, sem nunca perderem a sua individualidade e nítida distinção. Acontece que essa fusão se altera com os acontecimentos da vida e que o equilíbrio do amor e das partes terá de ser negociado e renegociado para que a relação se possa manter viva, na tal soma dos momentos.
Para viver em equilíbrio, a relação precisa de espaço, de ar, precisa de respirar, tal como as partes. O amor é a fusão sempre perfeita no final de um processo negocial com múltiplas combinações possíveis. O difícil não é jurar amor eterno, o difícil é acertar na combinação certa a cada momento da vida, e isso requer A-T-E-N-Ç-A-O e T-E-M-P-O.