sexta-feira, 30 de julho de 2010

Abrandamento

É o que nos está a acontecer. Depois de meses a fio de partilha, confidências, amores e desamores, tristezas e alegrias, lágrimas e risos, eis que entramos num período de abrandamento. Quase paragem.
As powers andam muito caladas, pouco participativas.
Umas porque estão a banhos, outros porque estão quase a ir a banhos e têm milhares de urgências para terminar, outra (esta) porque já veiodos banhos e tem trabalho até cima da cabeça pelo menos 6 palmos... Trabalho, trabalho, trabalho. A "desculpa" do abrandamento que estamos a viver.
Algumas de nós vivem um período de calmaria, de felicidade, até, e equilibrio emocional. Outras fingem que o vivem assim também. E fingem tão bem que quase acreditam. Pelo menos, até se encontrarem frente a frente com a sua solidão.
Já muito partilhamos. Já muito foi dito. Talvez agora seja o tempo de pouco dizer.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O sabor de um beijo

Escrever sobre um assunto que remete para o campo das experiências é como perguntar pelo sabor de um beijo. Haverá sempre respostas únicas, mas plurais decorrentes de uma experiência única mas plural. Falar da minha experiência do divórcio é como falar da minha experiência do beijo. Irei dar uma resposta única, a minha, embora vivida por uma pluralidade de pessoas.
Quanto me pedem para falar do meu casameno e posterior divórcio, tenho alguma dificuldade em relembrar como foi. Quais foram os sonhos que me levaram ao casamento e as desilusões que me conduziram ao divórcio. Na verdade, pensando bem, acho que o problema do meu casamento foi precisamente esse: a ausência de sonho e de sabor. Hoje sei que tudo na vida tem de ser sonhado para que possa ter "sabor". Um amor, para existir, tem de saber a algo. Tem de apelar a algo que transcende a racionalidade ou a explicação óbvia. Tem de ter aquela capacidade única (e por vezes ridícula) de nos fazer andar para a frente mesmo sem saber porquê. Um amor não tem de ter uma justificação socialmente correcta ou indivualmente certa: tem apenas de "ser". Tal como o beijo, plural na sua expressão, mas único no seu paladar.

Monologos Passados (2009-06-17)

Desculpem... mas é só um intervalinho...
letra de uma música que estou a ouvir... daquelas minhas musicas meio estranhas... mas achei que tinha tudo a ver e impulsivamente cá vai

"The past is a memory
the future, an expectacion
neither past nor future actually exists
there is simply eternal now"

É uma grande verdade não é??? Eu acho que sim... e acho que a vou tatuar!! Nas mãos para que possa olhar para ela n vezes ao dia e para que nunca me esqueça!!!

by KT

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Diálogos Recentes (2010-06-17)

P2R

Powers, lanço-vos um desafio. O que aprenderam depois do div? Quais foram as lições mais importantes que tiraram?
Começo eu.
Quando um homem diz que está confuso e está com muitos problemas, blá,blá,blá. Não está (mais) interessado mas não quer perder a amizade ou ficar mal no figurino.
Quando sentimos que algo não está bem na relação ou algo nos faz ter uma atitude que nem nós esperavámos, é porque está na hora de levantar ancora e pormo-nos a andar. Quando temos de abdicar de muita coisa na nossa vida em prol de alguém (gajo) então a relação é como se estivesse já terminada.
Tretas como eu não posso viver sem ti, és muito boa amiga, estás sempre aí para mim (quando nem há reciprocidade) é bazar, manda-los dar uma volta ao bilhar russo.
Palavras leva-as o vento, acções precisam-se.
Não sofrer por antecipação, já conhecer o filme só pelo começo, e saber o final e os extras do filme.
É não ter receio de estar sozinha, é gostar de estar sozinha muitas vezes.
Dar valor quando se vê um casal a discutir e a desrespeitar-se e pensar: uiii que não tenho nada destas chatices para aturar.
É saber que não queremos algo que nos satisfaz (tem de ser bom, excelente), mesmo que satisfaça mais ou menos. Não, não chega, não basta.
E muitas mais, mas para já chega :)

LX
Que ter filhos é a melhor coisa do mundo.
Que viver de coração aberto vale a pena. E ainda há-de valer mais.
Que o mundo não vai acabar amanhã...
Que hoje só é hoje até logo à meia noite...e o que não fizer hoje...terei de fazer amanhã ou poderei nunca mais ter hipótese de voltar a fazer.
Que a Lei de Lavoisier não se aplica às relações humanas. Quando um laço afectivo se rompe efectivamente algo se perde.
Que a esperança é imprescindivel mas só em doses controladas...porque é efectivamente uma faca de dois gumes.
Que é possivel ser desejada.
Que os homens são de três espécies: os que procuram uma mãe, os que andam perdidos deles mesmos e os que me perderam. Falam duma quarta espécie mas estou como S. Tomé...

NK
Há uma montanha de coisas que ganhamos e outra montanha que perdemos.
Exemplificar tudo seria moroso e acho que passa muito por algumas coisas que disseram.
O que guardo de bom no final é que de facto não é o fim do mundo, e às vezes até é, de facto, o melhor para nós. Para mim, foi.
O que guardo de mau é ainda não ter ultrapassado a falta de confiança que tenho no sexo oposto. Basta algum sinal que possa ser parecido com outros idos e a minha cabeça começa logo a apitar e fico logo nervosa e a mandar chispas como modo de protecção mas que recai muitas vezes sobre a pessoa errada. E no fim sinto-me culpada. E triste. Sinto que ainda tenho muito para dar mas um enorme medo de me magoar novamente.
E às vezes tenho um pavor enorme de me sentir feliz, porque a verdade é que me tenho sentido feliz. Mas ainda outro dia comecei a chorar porque estava assustada por estar feliz porque penso logo que a felicidade vai acabar. Enfim...cabeça complicada :) Ah! Uma coisa que aprendi e isso NUNCA mais farei é manter pançudos.

BXL
Pois eu concordo com muitoque a P2R disse e com o que a NK disse também. Acho que a aprendizagem maior foi sem dúvida alguma aprender a viver e a estar sozinha comigo mesma. Essa foi a minha maior aprendizagem. Foi ter acreditado em mim em 1º lugar e depois nos outros. Foi aprender a não sofrer por antecipação, também algo, nesse campo ainda falta um pouco.
Foi ter aprendido a partilhar, a dividir. Foi ter pegado em mim com as duas mãos e atirar-me ao precípicio sem medos. Foi ter conhecido gente nova, ter aprendido a partilhar. Aprendi a colocar-me no lugar do outro. Saí da minha concha. Foi ter tomado consciência das coisas boas da vida e aprender a deixar as que partiram.
Foi ter aprendido a abdicar de muito por causa de outra pessoa e ter aprendido que o caminho do amor não é o caminho mais fácil, mas é o mais certeiro. Foi, no entanto, não ter aprendido a aceitar a felicidade com naturalidade, tal como diz a NK, e isso é terrivel. Denota uma grande insegurança e algum medo.

KT
Já disseram tanto... Aprendi que de fraquezas faço forças... que quando achava que não dava mais, afinal não era assim... que de facto há muito mais depois do fim... que ninguém morre de amor ou desilusão... Que as marcas são grandes e para sempre... No fundo, lições não sei se tirei alguma... reforçou a minha ideia que infelizmente já tinha "atingido" há que viver o dia a dia com intensidade, apreciar as pequenas coisas...há que viver e amar com todo o nosso ser... não sabemos o amanhã...

LB

Eu aprendi algo muito mais terreno e prático: que divorciar é caro de caraças...gastei uma pipa de massa porra!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Hmmmm

Li num livro: é bem mais facil ser generoso do que egoísta? Que vos parece??

KT

Pequeno recado...

Sempre achei que serias o meu anjo da guarda... hoje já não sei se acredito nisso...

K

domingo, 13 de junho de 2010

Diálogos Parentais (12-06-2010)

Outra vez, no sofá (um de cada lado, eu no meio, uma manta sobre todos*)
minime: se tu tivesses morrido, mamy, continuarias a ser a minha mãe favorita: eu via-te sempre lá no alto.
5 minutos depois:
minime: sabes quem é o meu amor? És tu. Serei lésmica? (cara de gozo, não pela palavra mal escrita, mas pelo significado)

*manta???? Em pleno Junho????? WTF?????