quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Monólogos Recentes (16.02.2010)



 
 
 
 
Mudança? Booooooa!!!!!!!! 
 
Pois a mudança não me assusta nada.
Afinal foi para ter uma vida melhor que eu mudei e ... até agora só me tenho dado bem e esforço-me ferreamente para que este estado de coisas e espírito não se altere. É que eu sou daquelas que começava as coisas e acabar era-me muito difícil. Não sempre mas com alguma frequência.
Mas agora ... criei uma oportunidade nova, novinha em folha, de recomeçar tudo de novo ... fresh ... e estou agarrada a ela com unhas e dentes.
 
E o que eu mudei por dentro salta cá para fora agora com muiiiiiita facilidade.
É bom.
Todos gostam de me ver e ficam estupefactos qd me vêem (tenho de vos contar o episódio do antigo gestor de conta do meu pai ... giro k se farta e acha-me um piadão, uiuiuiiiii, o homem tava parvinho e de queixo caído a ver-me na frutaria da praça no sábado de manhã - casado - adiante!)
 
E isto dá uma pica para tudo o resto, que nem vos conto, Gajo à parte.  
 
Ora vamos lá a bater os calcanharzinhos e arregaçar as manguinhas.
Quem já passou pelo mar de dor que nós passámos ... aprendeu a nadar todas as marés ... e já não é desta que nos afogamos.
 
Exemplifico:
Quando dizemos "tenho esta dor na alma" ... temos na verdade a nossa alma na dor. O que é diferente. Completamente diferente. Porque da dor já nós sabemos. Já sobrevivemos a ela e escolhemos um caminho diferente portanto não faz sentido continuar com a "alma na dor" para isso tínhamos ficado queitinhas, certo?. E só temos que preserverar nesse caminho novo. Tudo o resto vem por acréscimo. E vem ou virá no sentido desse caminho, dessa nossa escolha. Porque conflui. E se não vem ou não conflui ... por muito que a nossa alma se recuse a aceitá-lo agora ... brevemente seremos levadas a concluir que ... efectivamente não faz parte daquilo que escolhemos para o nosso caminho e ... portanto não cabe. Não tem espaço.
 
 
Isto pode parecer balela ou eu não sei dizer melhor mas ... é mesmo assim.
 
Juro que é.
 
 


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

"Caíu-me o mundo."

A vida não é a preto e branco e tem dias de muita cor.
E quando nos cai o mundo ... isso pode ser muito bom.
Ainda que saibamos que não é para já ... mas sabemos que, de uma forma ou de outra, não poderá deixar de ser.

"Agora, caíu-me o mundo." - disse-me ele quando soube que eu estava divorciada há 3 horas.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Diálogos Parentais (12-02-10)

minime (depois de percorrermos a pé Sá da Bandeira, 31 de Janeiro e Santa Catarina):
Porque é que o Porto só tem pobres e malucos?
Pois...
Eu também vi, soleira sim, soleira não um pedinte, um homem estátua, um transeunte a falar sozinho...
Ouvimos isto:
"e Deus disse: queres comer esta maçã? queres comer esta maçã?"
minime:
mãe, ele não tem maçã nenhuma e não está a falar com ninguém.Porque está a contar a história da branca de neve?
Pois...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

dialogos parentais (09-02-10)

(hoje, ao jantar)
eu: come ananás, minime, que está delicioso.
minime: hum... acho que não... não ligo a ananás (e acrescenta, com cara de gozo) também, o ananás não tem telefone...
(pois, pois, já revela via humoristica a petiz...)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Diálogos parentais (07-02-10)

(hoje ao jantar)
minime: a comida do pai é muiiiiito melhor que a tua. Mas a tua sopa é muiiiiiiito melhor que a do pai...
minigajo: eu acho todas boas, a da mãe e do pai...
(engraxa-me que eu deixo...)

domingo, 31 de janeiro de 2010

Monólogos passados (02-06-2009)

Pois não foi fácil, mas também não foi tão dificil assim.
Confesso que o arranque foi complicado mas depois tudo foi fluindo.
Senti a tentação de não falar, de deixar para outra altura. Mas, que outra altura? Nah, o que tem que ser, tem que ser.
Foi duro ver a tristeza deles. Foi duro ver a incompreensão deles. Do tipo: mas, se vocês se dão bem, se são amigos, então, porquê? Porquê? E eu (obrigada KT) retaliava: pois, amigos, mãe, disseste bem, amigos. E até ficariamos assim, sim senhora, se tivessemos 70 anos. Mas não temos. Somos muito novos. Gostamos um do outro como amigos. Mas não como homem e mulher.
E a minha mãe (o meu pai nunca falou, só lhe via o queixinho a tremer) só dizia: mas, se se dão bem... não compreendo, não compreendo.
E diz-me assim logo na abertura, depois, pais eu tenho eu tenho coisa a falar-vos: eu e o M. estamos a separar-nos; estamos não, já estamos, vamos é agora formalizar a coisa. E daí fui abrindo o leque. A minha mãe diz: da tua irmã ou do teu irmão, eu até contaria uma coisas destas, agora de vós...E o M que é tão boa pessoa. Pois é, mãe, pois é, eu sei que é e espero que o continuem a tratar com todo o respeito que ele merece. A nossa prioridade são os pequenos, queremos fazer tudo para evitar o sofrimento deles. E, por isso, peço-lhes que sejam discretos sobre este assunto: às vezes, uma palavra mal dita no contexto errado pode fazer danos muito graves. Se tiverem perguntas ou comentários, ou o que for, façam comigo, sempre comigo. Eu aguento tudo. Os meus filhos, não. Quero poupá-los e preserva-los o melhor que puder. Peço-lhes que continuem como até aqui, nem mais nem menos. Nada mudou: esta é a minha realidade há já quase um ano. A diferença é que agora vocês sabem. É isto. É o que é. E no final da conversa, a minha mãe diz: filha, nem vale a pena tentar fazer nada; já têm tudo tão resolvido e decidido, vejo-te tão decidida, que nem sequer vale a pena tentar fazer nada... Eu disse: mãe, continuem só a ser o que sempre foram. Só peço isso.
E demos um abraço. Eles foram para casa deles. Eu fui para a minha.
E só agora me estou a permitir chorar.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Porque há músicas que nos dizem tanto...

Sugar Mice, Marillion. Composta pelo vocalista, Fish, quando se separou da mulher.



I was flicking through the channels on the TV
On a Sunday in Milwaukee in the rain
Trying to piece together conversations
Trying to find out where to lay the blame
But when it comes right down to it there's no use trying to pretend
For when it gets right down to it there's no one here that's left to blame
Blame it on me, you can blame it on me
We're just sugar mice in the rain

I heard Sinatra calling me through the floorboards
Where you pay a quarter for a partnership in rhyme
To the jukebox crying in the corner
While the waitress is counting out the time

For when it comes right down to it there's no use trying to pretend
For when it gets right down to it there's no one really left to blame
Blame it on me, you can blame it on me
We're just sugar mice in the rain

'Cos I know what I feel, know what I want I know what I am
Daddy took a raincheck
' Cos I know what I want, know what I feel I know what I need
Daddy took a raincheck, your daddy took a raincheck
Ain't no one in here that's left to blame but me
Blame it on me, blame it on me

Well the toughest thing that I ever did was talk to the kids on the phone
When I heard them asking questions I knew that you were all alone
Can't you understand that the government left me out of work
I just couldn't stand the looks on their faces saying, "What a jerk"

So if you want my address it's number one at the end of the bar
Where I sit with the broken angels clutching at straws and nursing our scars
Blame it on me, blame it on me,
Sugar mice in the rain, your daddy took a raincheck