quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Estou confuso...

É o meu primeiro post e muito está ainda por dizer, mas neste momento a frase: "Estou confuso.", não me sai da cabeça.
Depois da dor do divórcio já apostei 1 vez e falhou, tinha de falhar, não "vi" bem a pessoa que era. Que vicio tenho de ver as pessoas através dos meus olhos e não dos delas. Que ingenuidade pensar que toda a gente é boa. Sofri muito, o ano passado, por esta altura, ainda estava presa a essa pessoa, maus tempos sem dúvida. Pensei que estariam ultrapassados.
Este ano voltei a apostar, com muito receio no início, mas a outra parte estava tão decidida que me deu tanta confiança.
Agora diz que está confuso...
Hoje em conversa com a LB, trocamos algumas ideias e eu coloquei a pergunta que me atormenta a alma e que se alguém souber responder me diga alguma coisa:

Qual o limiar entre lutar por uma relação e dar espaço?

Auto estima


Pois a conversa (longa) ontem com a KT levou-me a estas reflexões. A auto estima ou a falta dela. As nossas auto percepções. Do nosso valor, do nosso carácter, do nosso aspecto.
E como, por vezes, topamos com pessoas que, aos nossos olhos, têm tudo para ter a auto estima nos píncaros, mas, aos seus olhos, falta-lhes qualquer coisa. Que as deixa insatisfeitas, inseguras, em suma, com défice de auto estima. A imagem que o espelho nos devolve não é a imagem que os outros retêm de nós.
E daí a pensar que o que procuramos numa relação, muita vezes mascarado de amor, carinho, amizade, empatia, similitude é, antes de tudo o mais (mas nunca assumido), um polidor de auto estima.
O que me leva a pensar que as relações não duram por isso mesmo. Ou mesmo que durem, eventualmente, acabam sempre por dar com a placa end of the way.
Porque só quando estivermos bem connosco, de bem com a nossa auto estima, poderemos estar bem com os outros. Quando deixarmos de depositar nos outros o trabalho de cultivar a nossa auto estima.
E isto é, quanto a mim, algo impossível de realizar: nem nunca ninguém serve de polidor ad eterno à nossa auto estima, nem nunca conseguimos um estado de auto estima sempre e para sempre em alta.
Os únicos seres com que nem sequer coloco esta questão são os meus minis. Daí o amor incondicional. Único. Verdadeiro. Para sempre.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Diálogos recentes (2009-12-28)

LB:

O H tá aqui a assediar-me forte e feio.
E eu tou quase quase a cair e a combinar 1 sex date para o almoço. Manda-me parar já!

KT:
Se te apetece desenferrujar vai!!! Mas desenferrujar... não olear indefinidamente!!!

LB:
Que egoísta que eu sou
Tu aí toda f***** da mona e eu a melgar-te com as indecisões-vou ter co gaijo não vou ter co gaijo. Nina... esfria a cabeça(...)

KT:
Tás parva!!!
Falemos do gajo...
Porque estás indecisa?
a) pq estás carente
b) pq te apetece suar um pouco
c) pq queres conversa
d) as três referidas
e) nenhuma das anteriores

se fores o que pode acontecer?
a) ser péssimo e não conseguires ir até ao fim com peso na consciência
b) ser óptimo e ponto!
c) Ser óptimo e quereres mais
d) ser péssimo por falta de prática acumulada!
e) Nenhuma das anteriores

O que te apetece fazer?
f) ir sem olhar para trás
g) não ir e ficar a pensar que devias ter ido
h) não ir e contente com a decisão
i) ir e não conseguir deixar de pensar q estás a cometer uma asneira
j) nenhuma das anteriores

LB:
hehehehe
Só tu
a)
a) e c)
f), g) e i)

e agora?

KT:
E agora... SEI LÁ! Admito que tenhas dado uma gargalhada!!!! Já fico feliz com isso!!!
Mas de qq forma resumindo:

Pq estás indecisa?
a) pq estás carente

Se fores o que pode acontecer?
a) ser péssimo e não conseguir ir até ao fim com peso na consciência
b) ser óptimo e quereres mais

O que te apetece fazer?
c) ir sem olhar para trás
d) não ir e ficar a pensar que devias ter ido
e) ir e não conseguir deixar de pensar q estás a cometer uma asneira

Se conseguires ir passar um bom bocado e apenas gozar o momento...vai lá! Mas se sentires que isso te pode destabilizar, fica quieta...Mas não te esqueças que a vida é para ser vivida...com erros e cabeçadas mas com prazeres e bons momentos...
És linda! Interessante! E não mereces chorar por um R...Se é ele que te está a prender, pensa de novo...Se é pelo perigo que o H representa, então minha linda...

Vive nina!Vive e aproveita! Sem magoar ninguém principalmente sem te ferires a ti e sem arranjares novas ilusões e novas bengalas!

LB:
Ora, up grade às respostas:
d)
c)
f)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

E agora?


Neste Natal recebi a prenda pela qual esperei tempo demais.
E agora não sei o que fazer com ela...

Familiaridade versus amor

O amor é um caso raro. Porque obriga a tocar a essência duma pessoa. Obriga também a deixar que a outra pessoa toque a nossa essência.
Mostrar a nossa essência, deixar alguém tocar a nossa essência é um risco brutal. Porque se fica vulnerável. Aberto. Exposto. E depois de nos abrirmos, de nos expormos, não temos como saber o que essa pessoa vai fazer connosco. E o medo aparece. Então, não nos abrimos. E assim, é fácil confundir familiaridade com amor. As periferias encontram-se, gera-se familiaridade e acreditamos que foi um encontro de essências e que o amor aconteceu.
Podemos viver juntos anos a fio e não nos conhecermos de verdade. E quanto mais se vive com uma pessoa mais se esquece que a essência continua lá, intocável. E até se pode fazer amor, relacionar sexualmente. Mas o sexo assim é periférico, não é toque de essências. É apenas um encontro entre dois corpos. Uma familiaridade sexual de corpos. Porque o medo está lá, ergue uma barreira que não permite o encontro de essências. Deixamos o outro entrar em nós, mas só até um certo ponto, até à barreira do medo.
A familiaridade é periférica e pode durar uma vida. O amor é essência e pode durar um segundo.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Tudo muito giro



Pois eu até acredito nesta frase, mas daí a saber lidar com ela com toda a paciência e tranquilidade deste mundo, vai um passo enorme. Huge!
É difícil acreditar que se pode voltar a ser feliz depois de ter sofrido, tal como é difícil acreditar que se vai ainda a tempo de viver tudo quando se perdeu tanto tempo.
É verdade que se tem pressa de viver, não tanto por se ser velho, mas por se ter tomado consciência do tempo que se perdeu. O maior erro talvez esteja em perceber esse tempo como uma perda e não como uma aprendizagem, um crescimento.
O rasgar cá dentro foi profundo, a desilusão foi mais que muita e nós não nascemos ou não fomos educados para perder, para cair.
Viver é maravilhoso, mas é difícil. Muito.
Facilmente se deixa de acreditar, nos outros e em nós e o levantar é moroso, penoso, e por vezes impossível quando se desiste.
BXL

domingo, 20 de dezembro de 2009

Quando a vontade dos outros não é a nossa

Mas essa nossa vontade envolve a vontade dos outros.
Eu explico:
Aqui há tempos um quase amigo (defino como quase amigo as pessoas com quem tenho algum tipo de relacionamento, por norma, no campo profissional, que não são meros colegas de profissão mas também não são 100% da categoria amigo), contra argumentou comigo - numa conversa que estávamos a ter sobre as (des)vantagens dos relacionamentos institucionais ou institucionalizados - como o casamento ou o viver junto -versus as relações de namorados: ou seja, cada um na sua casa, na sua vida, em que os encontros acontecem quando se quer, por que se quer e não porque há o "compromisso".
A minha onda, claro está é esta ultima. Já a do J. (e porque esta conversa ocorreu a escassos dias do dia seu casamento) era a primeira, como era de esperar. O tal contra argumento foi muito simples: "pois LB, isso é tudo muito giro, mas o que acontece quando tu queres e ele não quer, quando o tempo em que tu queres não é o tempo que ele quer?"
Eu desvalorizei e nem sequer contrapus argumentação nenhuma.
Mas bateu. E ficou por cá a mossa.
E lembrei-me disto hoje ainda mais do que nos últimos 3 meses e 18 dias, depois de te ler, KT.
É que também sinto essa pressa de viver, com essa definição que lhe dás.
Mas a minha pressa não e a pressa da outra pessoa.