terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Andamos a escrever pouco?
É verdade!
E isto o que quer dizer é que andamos ocupadinhas, nos afazeres do dia a dia, na reconstrução das nossas vidas, na aceitação da nossa condição, na redescoberta das nossas forças.
Algumas de nós em velocidade cruzeiro, outras ainda a medo. Com dias mais felizes, dias menos felizes. Dando um passo para a frente e dois para trás por vezes. Mas sempre com a força e a garra que normalmente caracteriza as mulheres, e principalmente este grupo de mulheres.
E é mesmo assim, e por incrivel que possa parecer, não postamos todos os dias o que nos vai na alma aqui mas todos os dias falamos umas com as outras.
Todos os dias estamos lá para levantar uma de nós que se sente mais em baixo, para contar as novidades da nossa vidinha, ou para ouvir os desabafos de cada uma. As alegrias, as tristezas, os problemas que partilhamos.
Rimos com as conquistas de cada uma de nós, choramos com os problemas de cada uma de nós, emocionamo-nos com os progressos de cada uma de nós.
Portanto os nossos leitores que não desesperem que um dia destes lá arranjaremos um tempinho para continuar a postar regularmente e a contar as aventuras e desventuras de oito (power) mulheres.

Publicado por MJ

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Una Palavra



Una Palabra
(Carlos Varela)

Una palabra no dice nada
Y al mismo tiempo lo esconde todo
Igual que el viento que esconde el agua
Como las flores que esconde el lodo.

Una mirada no dice nada
Y al mismo tiempo lo dice todo
Como la lluvia sobre tu cara
O el viejo mapa de algún tesoro.

Una verdad no dice nada
Y al mismo tiempo lo esconde todo
Como una hoguera que no se apaga
Como una piedra que nace polvo.

Si un día me faltas no seré nada
Y al mismo tiempo lo seré todo
Porque en tus ojos están mis alas
Y está la orilla donde me ahogo,
Porque en tus ojos están mis alas
Y está la orilla donde me ahogo.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Dialogos parentais (2010-01-13)

(a vermos, os 3 o "up-altamente", desta vez, em casa)
minigajo: para onde vai o velhinho mãe?
eu: para um lar de 3ª idade. Bateu naquele senhor e agora vai ter que ir para um lar.
minigajo: um lar? como a avó A.? E que foi que ela fez de mal?

(sem comentários)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Diálogos Parentais (2010-01-10)

mini: sabes o que aprendi hoje na catequese, mãe?
eu: o quê?
mini: que só te podes casar com outro homem se o pai morrer e se a mulher desse homem também morrer...

Que raio se responde porra? Tenho que salvar esta miúda da deformação da catequese. Alguém me ajuda?

domingo, 10 de janeiro de 2010

Diálogos passados (2009-01-09)


Só e só porque faz hoje um ano e nevava aqui! Hoje, não neva, mas está um frio do caraças...







LB:
Está a nevar aqui em XXXXXXX!
Floquitos pequenitos, mas está a nevar!!!!!!!!!!!!!

LX:
Pede um desejo!
E acredita em ti.

LB:
Já pedi. E não tem nada a haver com assuntos do coração.

LX:
Fazes bem. Era exactamente o que eu faria se nevasse aqui. Que seria dos que eu amo se eu não me tivesse a mim?

LB:
Continua a nevar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Cada vez mais intenso! Está tudo a ficar branquinho! Lindo, lindo, lindo!

LX:
ai quem me dera estar aí pá!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A partilha dos filhos no divórcio

Nas minhas deambulações pelo FD, habituei-me a ler relatos de dor relacionados com a partilha dos filhos. Com a divisão do tempo dos filhos. Com a apropriação exacerbada dos filhos por um ou pelos dois progenitores. E não só no FD; também na vida que me rodeia, nos casais desfeitos com que me cruzo, no relatos de jornal. De pais e/ou mães que lutam por um tempo com os filhos, que fogem, desaparecem no mundo com os filhos sem deixar rasto. E a dor, o desespero de quem fica sem eles, de quem se vê privado das crias. Seja por um jantar à 4ª feira, seja por um fim de semana, por um período de 15 dias de férias ou por uma vida.
Nunca vi/li/assisti a uma discussão pelo direito à privação dos filhos; pelo direito ao exercício do egoísmo. Pelo direito (mais que legitimo) pelo tempo individual, pessoal, egocêntrico, exclusivo, dedicado a si mesmo(a).
Só eu e o pai dos meus filhos. Não uma discussão, no sentido negativo de discussão; antes uma conversa, uma definição, uma divisão equitativa de tempos. Mas a tónica colocada na divisão equitativa para o exercício do egocentrismo e não do da partilha do tempo com os filhos.
E, aos meus olhos, parece-me a tónica acertada.

sábado, 2 de janeiro de 2010

A combinação perfeita



O problema da falência das relações não se prende tanto com o sentimento que se sente no momento em que se jura "amor eterno", mas com o sentimento sempre renovado e alterado pela soma dos momentos que se seguem ao momento 0. O dia do casamento é na verdade como que o ponto 0 de uma relação cujo objectivo é alcançar uma média emocional que possa compensar os percalços de uma relação.
A sustentabilidade de uma relação no longo prazo manifesta-se na capacidade em gerir positivamente "os momentos" ditos mortíferos de uma relação, momentos estes que,regra geral, remetem para a individualidade de cada um e suas respectivas ambições.
Uma relação em equilíbrio assenta sempre no equilíbrio entre as partes, ou seja, no equilíbrio entre as ambições de cada um.
Uma relação é a combinação (im)perfeita de duas idiossincracias que se tocam, que se cruzam e que,a um dado momento, num acto de amor, decidem fundir-se numa só, sem nunca perderem a sua individualidade e nítida distinção. Acontece que essa fusão se altera com os acontecimentos da vida e que o equilíbrio do amor e das partes terá de ser negociado e renegociado para que a relação se possa manter viva, na tal soma dos momentos.
Para viver em equilíbrio, a relação precisa de espaço, de ar, precisa de respirar, tal como as partes. O amor é a fusão sempre perfeita no final de um processo negocial com múltiplas combinações possíveis. O difícil não é jurar amor eterno, o difícil é acertar na combinação certa a cada momento da vida, e isso requer A-T-E-N-Ç-A-O e T-E-M-P-O.